Indústria News
Papel e Celulose

Bracell reduz emissões e fortalece monitoramento ambiental na Bahia

Fonte: Tissue Online

O Dia Nacional de Controle da Poluição Industrial, celebrado em 14 de agosto, reforça a importância de práticas industriais capazes de conciliar desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental. Na Bahia, a Bracell tem avançado em iniciativas voltadas à redução das emissões atmosféricas, ao monitoramento da qualidade do ar e à descarbonização de suas operações. Entre 2020 e 2025, a companhia reduziu em 47% as emissões de carbono por tonelada de celulose produzida, alcançando o índice de 0,257 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de produto (tCO₂e/adt) nas operações da Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O resultado integra a estratégia de sustentabilidade de longo prazo da empresa, denominada Bracell 2030. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o programa reúne 14 metas distribuídas em quatro pilares: Ação pelo Clima, Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade, Crescimento Sustentável e Empoderamento de Vidas. Dentro do pilar de Clima, a companhia estabeleceu como objetivo ampliar a redução das emissões de carbono por tonelada de produto para 75% até 2030, chegando a 0,122 tCO₂e/adt. Na unidade industrial da Bracell em Camaçari, um dos avanços recentes foi a modernização de uma das linhas de produção de celulose. Em operação desde outubro de 2025, a nova linha de cozimento tornou o processo mais eficiente ao reduzir a necessidade de vapor utilizado na fabricação da celulose. “Como parte de nossas metas, buscamos ampliar a eficiência operacional por meio de investimentos contínuos em inovação e tecnologia de nossos processos, tornando-nos mais sustentáveis, competitivos e alinhados ao compromisso de reduzir as emissões de carbono”, afirma Angela Ribeiro, gerente de Sustentabilidade da Bracell Bahia. Segundo a executiva, a Bracell realiza anualmente o inventário corporativo de emissões e remoções de gases de efeito estufa (GEE). Em 2025, o levantamento passou a contemplar toda a cadeia de valor da celulose e do papel, incluindo as operações industriais na Bahia e em São Paulo, as atividades florestais nos dois estados e em Mato Grosso do Sul e as operações logísticas. O controle ambiental também envolve o acompanhamento contínuo das emissões atmosféricas. “O controle ambiental inclui o monitoramento contínuo e isocinético de parâmetros como óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx), material particulado e compostos reduzidos de enxofre (TRS). Os resultados permanecem consistentemente abaixo dos limites legais de emissão, reforçando a eficiência dos sistemas de controle ambiental implantados na fábrica”, reforça Angela, acrescentando que o acompanhamento é realizado conforme os padrões estabelecidos pela legislação ambiental brasileira. O trabalho de monitoramento realizado pela companhia foi reconhecido por quatro anos consecutivos com o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol. A certificação reconhece empresas que demonstram excelência na mensuração, gestão e transparência na divulgação de suas emissões de GEE. O programa é desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV e pelo World Resources Institute, em parceria com instituições como o Ministério do Meio Ambiente e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. A Bracell também participa do Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar do Polo Industrial de Camaçari, realizado pela Cetrel. A Rede de Monitoramento do Ar mantém suas atividades de forma ininterrupta desde maio de 1994 e é reconhecida nacionalmente pela qualidade e confiabilidade técnica dos dados gerados. Segundo a companhia, a participação no programa contribui para a segurança dos processos industriais e reforça os mecanismos voltados à adoção de práticas mais sustentáveis e à manutenção da qualidade do ar. Além da redução das emissões industriais, a Bracell estabeleceu a meta de remover 25 milhões de toneladas de CO₂ equivalente da atmosfera entre 2020 e 2030. Em cinco anos, a companhia afirma ter removido 6 milhões de toneladas de CO₂, considerando o balanço entre as emissões das operações, o crescimento das florestas de eucalipto e a conservação de áreas de vegetação nativa sob gestão da empresa e de áreas preservadas em parceria com os governos dos estados onde atua. Somente em 2025, foram removidos 3,4 milhões de tCO₂e. Desse total, 1,8 milhão de toneladas foram provenientes de florestas plantadas e 1,6 milhão de áreas nativas preservadas. Na Bahia, a empresa mantém quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Entre elas está a Reserva Lontra, localizada no Litoral Norte, que possui 1.377 hectares de Mata Atlântica. O local é considerado estratégico para a segurança hídrica e climática e é reconhecido como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) pela Unesco. “Um dos marcos mais relevantes da nossa agenda de sustentabilidade é o avanço do Compromisso Um Para Um, por meio do qual apoiamos a conservação de um hectare de floresta nativa para cada hectare de eucalipto plantado. Em 2025, contribuímos para a proteção de 301 mil hectares de vegetação nativa nos estados onde a empresa está presente, alcançando 100% da meta estabelecida antes do prazo, o que contribuiu para a remoção de CO₂. Paralelamente, a estratégia climática da empresa permite que a companhia adote modelos cada vez mais eficientes e sustentáveis, com 90% da energia consumida na unidade industrial oriunda de fontes renováveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis, evitando, assim, a emissão de poluentes”, pontua.

Bracell reduz emissões e fortalece monitoramento ambiental na Bahia | Indústria News