Estudo projeto aumento de vendas de máquinas de linha amarela em 2026
Com crescimento estimado de 4% em 2026, o mercado de máquinas de linha amarela apresenta perspectivas positivas, devendo alcançar 35.843 unidades comercializadas, segundo projeção da Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos (Sobratema), divulgada durante seu evento online 2º Radar Tendências.
“O primeiro semestre confirmou um mercado consistente. A expectativa é de um segundo semestre mais cauteloso, mas suficiente para consolidar esse resultado”, afirma Claudio Schmidt, coordenador do estudo.
O setor público é quem mais impulsiona este avanço, representando 23% das aquisições feitas ao longo do primeiro semestre. A construção pesada acompanha, com 22%, e o segmento de locação responde por 19%. Também são representativas áreas como construção leve, com 14%, agro e florestação, com 12%, e mineração, com 10%.
São máquinas de linha amarela, equipamentos pesados, robustos, predominantemente usados em grandes obras. Guindastes, compressores portáteis, manipuladores telescópicos, plataformas elevatórias, caminhões rodoviários e tratores pesados de pneus, são apontados pela Sobratema como produtos incluídos nas vendas totais.
O estudo aponta ainda uma composição de frota em constante renovação, com 39% das máquinas possuindo até cinco anos de uso, e 43% na faixa entre cinco e dez anos. Paralelamente, o levantamento também identifica gradual transição para equipamentos com sistema de conectividade e monitoramento em tempo real, um movimento que visa maior eficiência operacional.
Devido ao alto custo do capital, 39% das aquisições são realizadas com recursos próprios, enquanto outras empresas optam por modelos alternativos de negócios. Atualmente são registrados 58% das construtoras que recorrem à locação para suprir cerca de 10% de sua demanda por equipamentos.
A dependência por componentes estruturais de aço e lâminas de alta resistência transformam a indústria de cortes e a metalurgia essenciais para o segmento de máquinas de linha amarela, responsabilizando-se por processamento de chapas grossas, fabricação de componentes de desgaste, usinagem e solda pesada.
