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Metalurgia e Siderurgia

Mercado de alumínio deve alcançar US$ 493,6 bilhões até 2033

O mercado global de alumínio projeta considerável crescimento. De acordo com um relatório da Persistence Market Research, estima-se que setor alcance o valor de US$ 282,5 bilhões em 2026 e atinja US$ 493,6 bilhões até 2033, com taxa de de crescimento anual composta (CAGR) de 8,3% durante o período.

A perspectiva é um reflexo de um movimento global em que governos têm fortalecido políticas de sustentabilidade, enquanto fabricantes investem em materiais leves que reduzem emissões de gás carbônico. O alumínio entra neste contexto como um material estratégico pela sua reciclabilidade sem perda de qualidade, fabricação de veículos elétricos, construção de instalações de energia renovável e investimentos em infraestrutura e urbanização.

Com a crescente adesão dos veículos elétricos, montadoras estão trocando componentes de aço pesados pelo alumínio para reduzir o peso, aumentar a autonomia de bateria e emitir menos carbono. Além do uso em compartimentos de bateria, é também aplicado em estruturas de chassi, painéis de carroceria, sistemas de suspensão e trocadores de calor, bem como em compartimentos de baterias.

Partindo do princípio amplamente reconhecido pela engenharia de que a redução de 10% no peso do veículo pode melhorar a eficiência energética entre 6% e 8%, fabricantes passaram a incorporar o alumínio em veículos elétricos e tradicionais. Dados levantados pela Agência Internacional de Energia revelam que as vendas globais de veículos elétricos ultrapassaram 17 milhões de unidades em 2024. Isso representa uma alta de 25% em relação a 2023.

A contribuição proveniente da transformação energética não para por aí. Construções de instalações de energia renovável, como estrutura de suporte para painéis solares, linhas de transmissão e infraestruturas energéticas dependem cada vez mais do alumínio, que além de sua leveza e resistência, também possui ótima condutividade.

Já seu uso no campo da infraestrutura e construções urbanas é incentivado por governos, sobretudo de países emergentes, que têm destinado orçamento a projetos que colocam o alumínio como chave, já que ele oferece resistência à corrosão, a durabilidade, a flexibilidade de design e menor necessidade de manutenção.

A União da Índia, por exemplo, investiu cerca de US$ 32 bilhões no desenvolvimento rural e infraestrutura para 2024 e 2025, movimentando a cadeia produtiva do alumínio. Da mesma forma, a Arábia Saudita promoveu a iniciativa “Vision 2030” e outros grandes programas do tipo pelos Emirados Árabes Unidos, que também impulsionam o setor.

Com o crescente protagonismo do alumínio, fabricantes posicionam-se estrategicamente para criar condições de atender às demandas do mercado da melhor forma. Nesse contexto, a Latam Wire + Steel surge como um ambiente profissional indispensável para negócios envolvendo a fabricação e a transformação do metal. A feira acontece de 10 a 12 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. Mais informações e inscrições gratuitas em: wiresteel.com.br.