PIB industrial cai em junho; desaceleração reforça pressões
A atividade econômica brasileira perdeu força no segundo trimestre e terminou o período com uma queda acentuada. O IBC-Br, indicador do Banco Central considerado uma prévia do PIB, recuou 0,6% em junho, depois de crescer 0,3% em abril e ficar perto de zero em maio. Em junho, o único setor que apresentou crescimento foi a agropecuária, com avanço de 1%. Ao excluí-la do resultado, a retração da atividade no mês chega a 0,9%. É um número que dá uma dimensão melhor do que está acontecendo com a dinâmica da atividade doméstica e o que mais interessa ao mercado e ao Banco Central para estimar as tendências para a inflação e dosar a Selic, a taxa de juros do país. A indústria recuou 1,4% no mês e os serviços, setor de maior peso na economia, caíram 0,5%. Considerado o resultado fechado do segundo trimestre, a tendência de desaceleração também fica clara. De abril a junho, o IBC-Br cresceu 0,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. No primeiro trimestre, a alta nesse tipo de comparação havia sido de 1,3%. Na comparação de junho ante junho do ano passado, há um avanço de 2,4%, e, no acumulado em 12 meses, o crescimento da economia brasileira apontado pelo Banco Central é de apenas 1,5%. Publicidade
